Entendendo a Tecnologia de Backup e Restore

Todos executivos de qualquer ramo de negócio sabem da importância do Backup e Restore de Dados para proteção das informações vitais da sua Empresa embora somente aqueles mais próximos do dia a dia da operação da TI do seu negócio entendam a tecnologia subjacente. 

A B2F apresenta a seguir o primeiro de uma série artigos descrevendo em linguagem acessível a tecnologia de Backup e Restore de dados que está ou deveria estar em uso nas empresas.

Parte I

O que é Backup e Restore (ou salvaguarda e recuperação)?

É o processo que as empresas utilizam para criar cópias de segurança para posterior recuperação, se necessária, dos arquivos e bancos de dados sujeitos a destruição ou a corrupção por software com bugs, falha de hardware, invasão maliciosa, erro do usuário ou outros eventos imprevistos.

O que é auditoria do Backup e Restore?

É o exame das práticas e tecnologias de uma organização para segurança e replicação dos dados com objetivo de garantir uma recuperação de dados rápida e confiável, quando necessário.

Qual a diferença entre Backup e Proteção de Dados?

As expressões backup de dados e proteção de dados são frequentemente usadas ​​de forma intercambiável, mas a proteção de dados inclui objetivos mais amplos como segurança contra vírus e invasões, gerenciamento do ciclo de vida das informações e continuidade de negócios.

Que dados devem ser objeto de Backup e com que frequência?

O processo de backup, deve ser aplicado a todos bancos de dados e arquivos usados para suportar os negócios da empresa de acordo com políticas predefinidas que especificam no mínimo a frequência e quantidade de cópias que serão mantidas (réplicas), assim como o nível de serviço (SLAs) para a rapidez da recuperação.

As melhores práticas recomendam que um backup completo de dados deve ser feito pelo menos uma vez por semana, geralmente durante os finais de semana ou fora do horário comercial. Para suplementar backups completos semanais, devem ser feitos backup diferenciais ou incrementais dos dados que foram alterados desde o último backup completo.

Mídias e Dispositivos de Backup

Em geral, as empresas fazem backup em bibliotecas de fitas que são máquinas contendo vários cartuchos de Digital Linear Tape movimentados automaticamente por braço(s) robótico(s). Mais recentemente surgiram os sistemas de backup de disco para disco como alternativa às bibliotecas de fitas por serem mais rápidos e confiáveis e via de regra incorporarem a capacidade de deduplicação que elimina automaticamente cópias idênticas do mesmo arquivo.

Em esforço para simplificar o processo de backup, alguns fabricantes desenvolveram “appliances” para backup de dados, essencialmente um servidor de arquivos equipado no mesmo chassis com capacidade de armazenamento expansível em discos magnéticos, e software de backup integrado.

Outro dispositivo, a biblioteca de fitas virtuais (VTL) é um sistema baseado em disco cujo comportamento imita o de uma biblioteca de fitas.

Discos de estado sólido (SSDs) geralmente não são usados como mídia para backup de dados devido a preocupações de durabilidade. Alguns fornecedores de armazenamento, no entanto usam SSDs como cache temporário antes da gravação em disco magnético.

 

Backup local em Disk Arrays

Os sistemas de armazenamento de dados conhecidos como Disk Arrays oferecem, via de regra, esquemas avançados para a proteção de dados tais como RAID, SNAPSHOTS ilimitados e até ferramentas para replicação síncrona ou assíncrona para dispositivos situados off site. Apesar desses avanços, a réplica para Disk Arrays tende a ser mais cara e não possui os recursos de indexação encontrados nos produtos de backup tradicionais.

Os backups locais colocam cópias de dados em sistemas de fitas ou discos magnéticos, normalmente alojados no mesmo data center ou próximo a ele. Os dados são transmitidos por meio de uma conexão de rede segura de alta largura de banda ou pela intranet corporativa.

A vantagem do backup local é a capacidade de fazer backup de dados por trás de um firewall corporativo. O backup local também é muito mais rápido e fornece maior controle sobre quem pode acessar os dados. A desvantagem do backup local é a falta de proteção contra eventos catastróficos que possam afetar o local físico da instalação.

O backup offline ou a frio é semelhante ao backup local, embora seja mais frequentemente associado ao backup de um banco de dados. Um backup offline incorre em tempo de inatividade, pois o processo de backup ocorre enquanto o banco de dados é desconectado de sua rede.

Backup Externo e Backup para Nuvem

Por outro lado, o backup externo transmite cópias de dados para um local remoto, que pode incluir o data center secundário de uma empresa ou a instalação de colocation alugada. Cada vez mais, o backup de dados externo é feito para nuvens públicas que oferecem capacidade escalável a custo relativamente baixo eliminando a necessidade do cliente comprar e manter o hardware de backup embora acarretem a necessidade da criptografia dos dados para proteger a integridade dos mesmos.

A Amazon Web Services, o Google e a Microsoft Azure são atualmente os maiores provedores de nuvem pública.

Armazenamento em nuvem privada

Usa rede e demais ativos dentro do firewall de uma empresa, geralmente entre um datacenter local e um site de DR secundário. Por esse motivo, é chamado de armazenamento em nuvem interna ou nuvem privada.

Armazenamento em nuvem híbrida

Ocorre quando a empresa usa armazenamento local e externo. Na maioria dos casos as empresas geralmente usam a nuvem pública para “archival” e retenção de longo prazo e o armazenamento local para acesso mais rápido aos seus dados mais críticos.